sábado, 14 de novembro de 2015

O DESASTRE DA VALE EM MINAS E SERGIPE



O DESASTRE  DA  VALE
EM MINAS E SERGIPE
A Vale é uma empresa desastrosa. Não só em Minas  onde causa  o maior desastre ambiental já registrado no país. No rio Doce,  não há mais peixes, não há mais vida.
A Vale, aquela estatal que foi dada de presente num suspeitíssimo programa de açodada privatização, também causa um  outro desastre em Sergipe. Aqui, ela brevemente fechará a mina de Taquari- Vassoura, e nos deixa os buracos. Aqui, ela comprou  a preço de banana podre,   a linha ferroviária do Leste   Brasileiro.  Desativou a linha,  abandonou   a estação ferroviária em Aracaju. Opera o Porto de Sergipe, e nos causa prejuízos. A arrogância  do seu presidente, só é comparável à forma irresponsável como  conduz a empresa criminosamente  agressora da natureza e da dignidade das pessoas. A  Vale, depois de por tanto tempo ludibriar Sergipe, suspendeu o  Projeto Carnalita.  
A Vale privatizada,  é um dos  ¨ presentes ¨ que FHC deu a Sergipe, neles  incluindo-se as estradas federais intransitáveis,  e a UFS sucateada.

sábado, 7 de novembro de 2015

O BRASIL, AQUELE PAÍS DO FUTURO



O BRASIL, AQUELE PAÍS DO FUTURO
Stefan Zweig  foi um escritor austríaco  que, sendo judeu,  sentindo-se ameaçado,  veio viver no Brasil. Percorrera o mundo buscando  segurança enquanto Hitler começava  a marcha  estúpida  sobre cadáveres e escombros dos países subjugados. Zweig  foi viver em Petrópolis onde completaria, em poucos meses ,a sua fantástica criação literária,  incluindo  biografias, entre elas, as de Maria Antonieta, Balzac, Tolstoi, Dostoievski, Maria Stuart, Fouché ; romances, como Vinte e Quatro Horas na Vida de uma Mulher, Amok , e tantos outros. Na quietude amena da serrana Petrópolis ele escreveu o que, segundo  sua primorosa biografa  Dominique Bona,  foi o seu ¨ último tesouro,  presente póstumo a seus leitores ¨, um curto romance, intitulado Uma Partida de Xadrez. Mas,  além disso,  juntamente com O Mundo  Que Eu Vi, as suas memórias,  Zweig escreve o livro que aqui o celebrizaria : Brasil, País do Futuro.
No Brasil   o judeu perseguido vivia em paz,  por isso,   exaltava a vida brasileira: ¨ É difícil encontrar lugar no mundo onde  existam mulheres mais belas e mais belas crianças que as mestiças. ¨ A palavra  mestiço não é ofensa aqui, mas simples constatação que nada tem de pejorativo: o ódio das raças, essa planta venenosa da Europa, aqui não vinga.  ¨ O  Brasil parece ignorar o     ódio ¨. ¨  ¨É maravilhoso país para os jovens que querem levar sua energia ainda não utilizada a um mundo ainda não esgotado  ¨ .
 Paradoxalmente,  o Brasil onde Zweig enxergava tantas maravilhas era uma ditadura,  e Getúlio, o ditador, erguera   brindes de champagne a bordo  do cruzador São Paulo, cercado pelos seus almirantes, quando os alemães ocuparam Paris, episódio por ele definido como o fim dos regimes liberais.
Mas o ditador  acolhia refugiados. Amparou Zweig com quem conversou algumas vezes no palácio de verão em Petrópolis.  No Brasil viviam outros exilados famosos, como o escritor   francês George Bernanos, autor de Grandes Cemitérios da Lua.   Ele morava numa  fazenda em Barbacena, (MG) ,  com a mulher e os filhos, criando gado , escrevendo artigos antifascistas. 
Perto da casa de Zweig   em Petrópolis, morava um  exilado  seu amigo, Ernest Feder. Ele  fora redator chefe do maior jornal alemão, o Berliner  Tageblatt.
Stefan  Zweig depois de envolver-se na alegria esfuziante do carnaval carioca em 1942, retornou a Petrópolis, e colocou         ponto final nos seus medos,  melancolias , desencantos e tristezas,   tomando veneno.  Foi seguido pela sua  mulher,  Lotte . Pediu um enterro simples mas ao duplo funeral  pomposo compareceram o ditador Getúlio Vargas, ministros,  e muitos intelectuais.
Se  revivesse hoje e viesse outra vez morar aqui entre nós, Zweig sentir-se-ia impelido a rasgar o livro sobre o Brasil,   o ¨ país que parece ignorar o ódio . ¨
 Desgraçadamente o ódio instalou-se entre nós.
E o ódio é sempre   prenúncio de  desgraças.
 Sérgio Conti,   no seu programa Diálogos entrevistou o jurista Cláudio Lembo.  Ele foi governador de São Paulo, e presidiu a ARENA ,   braço político  civil do regime  militar.  Lembo é um político que militou na direita, na área conservadora, mas, por ser lúcido e consciente do que significa a democracia, não se deixou contaminar pela peste do radicalismo e odiosidade que se espalha por todo o país. Lembo deu uma aula de  direito constitucional ao mostrar a insensatez  política da  tentativa de impeachment, apesar dos imensos erros administrativos da presidente errática,  e as conseqüências graves que advirão.   Identificou o avanço do ódio como uma aberração política que ameaça a convivência civilizada no Brasil, país  que,  ainda segundo  Zweig, parecia ser imune a essa contaminação.
Lembo  apontou a origem  do ódio: a elite branca, racista, intolerante, conservadora, secularmente privilegiada, preconceituosa,  inconformada ainda com a abolição da escravatura.

BRAYNER, O JORNALISTA



BRAYNER, O JORNALISTA
 Se existem em Sergipe jornalistas completamente jornalistas,  dedicados inteira e exclusivamente à profissão, um deles será, sem dúvidas, Diógenes Brayner. É que o ofício  de tão penoso e  mal remunerado , faz com que, para  escapar da penúria , quase todos procurem  um reforço para  completar a feira.  Brayner vive da notícia e para a notícia. E em Sergipe ele é o comentarista político por excelência.
 Moureja no dia a dia , entra pela noite e madrugadas buscando informações. O que escreve tem selo bom de credibilidade merecida. Pela longevidade na página,  e pertinência  no que noticia e comenta,  Brayner  tem trajetória semelhante  ao mestre do jornalismo político,  Carlos Castelo Branco,  Castelinho.  Brayner,  pernambucano, veio para uma província menor, e aqui é difícil ter visibilidade na Corte.  Agora, a Corte o reconheceu. O Senado Federal lhe conferiu o Premio de Mérito Jornalístico. Para recebê-lo, o sergipano  ( ele já é sergipano ) concorreu com famosos do triangulo Rio – Brasília – São Paulo.   Sergipe saiu  bem na fita. Foram três os     vencedores : Gerson Camaroti, da Globo News, Diógenes Brayner do Correio de Sergipe e
do Portal Fax-Aju,  e Berenice Seabra,  do jornal carioca Extra.

RETORNA O PROJETO DA USINA NUCLEAR



RETORNA O PROJETO
DA  USINA NUCLEAR
Virão a Aracaju dirigentes e técnicos da Eletronuclear e de duas das maiores  empresas nucleares chinesas.  O objetivo da equipe é visitar três áreas  onde poderá ser implantada  a usina nuclear cogitada desde 2010.   O Secretário de Planejamento e Gestão João Augusto Gama  foi até a  Eletronuclear , visitou
  as instalações da usina de Angra dos Reis, e levou a posição do governo de Sergipe favorável ao empreendimento. O atual presidente da Eletronuclear  é o engenheiro sergipano  Pedro Figueiredo.
A  vazão do rio São Francisco vai cair dos 900 metros cúbicos por segundo para 800, a mais baixa cifra já registrada. Se não ocorrerem chuvas intensas no alto e médio São Francisco,  o sistema CHESF  entrará em colapso. Não há termoelétricas suficientes para atender a demanda se  as usinas hidrelétricas pararem.  Impossível construir novas hidrelétricas no nordeste. A solução passa pelas energias fotovoltaica e eólica, que,  todavia, não são energias firmes. O sol se põe, fica atrás de nuvens, e os ventos param de soprar. Assim, esse sistema só opera adequadamente  se acoplado  às usinas hidrelétricas,  nucleares, ou termelétricas, estas, todavia , poluentes. Em Sergipe já está definida a construção de uma termoelétrica acionada a gás natural. As térmicas a gás poluem muito pouco. A construção de uma usina nuclear leva bem menos tempo, caso, evidentemente, não haja as interrupções que afetaram o sistema de Angra dos Reis.
 Usina nuclear ocupa  área reduzida.  Por segurança,    são escolhidos terrenos     geologicamente estáveis  ,   com um entorno de montanhas. É exatamente o que acontece nos municípios de Poço Redondo, Gararú e Porto da Folha,   áreas escolhidas  que receberão a visita dos técnicos.
Há sempre a enorme resistência dos ambientalistas, mas é bom lembrar que, em mais de 60 anos de operação de usinas nucleares, só  houve um acidente de grandes proporções:  Chernobyl, na Rússia,  conseqüência do colapso nos anos tumultuados  do fim de um sistema político e econômico.
A Alemanha fechou suas usinas nucleares. Agora começa a reativá-las.  Está comprando energia nuclear produzida na França, e há usinas francesas  quase na fronteira. Mas isso já é outra história.......
Uma usina nuclear representa  investimento superior a dez bilhões de dólares e geração de muitos empregos. Sergipe será o maior beneficiado. Se a usina aqui não ficar, irá para muito perto. Mas isso já é outra história.....

NEM A DITADURA PRENDEU ADVOGADOS



NEM A DITADURA PRENDEU ADVOGADOS
Não há plena cidadania onde o  poder publico foge da  transparência. E a questão da necessidade de transparência motiva, quase sempre,  indispensáveis  ações do Ministério  Público, das policias, com destaque para a sempre presente Polícia Federal, também, das Controladorias,  dos Tribunais de Contas.Todo esse sistema gira em torno da Justiça,  que, por sua vez,  determina as conseqüências:  a pena,  ou a absolvição. No meio de tudo isso está o papel fundamental do advogado. Ele tem a particularidade exclusiva de ser o operador de  Justiça que tanto poderá estar do lado do lícito, como do ilícito. A função do advogado é preservar direitos, é defender em quaisquer circunstancias o acusado, o detento, o apenado. A manutenção das prerrogativas do advogado é premissa básica para que sobrevivam as garantias do Estado Democrático de Direito.
 Mesmo durante as ditaduras,  não se tem noticia de prisões de advogados no exercício das suas funções. Em Sergipe, defenderam subversivos advogados que, por isso, nunca foram parar na prisão.
Jaime Araújo, Tertuliano Azevedo, Zelita Correia, foram presos, mas, como advogados,      defenderam ¨subversivos ¨ sem que nada lhes acontecesse. João Augusto Gama era estudante de Direito, e se viu na iminência de ser preso pela Policia Federal. Jaime Araújo foi à superintendência  da PF. Lá,  tratou do caso com um delegado. As duvidas foram esclarecidas.  Gama, daquela vez, escapou.
Gilton Garcia, cassado pela ditadura, era presidente da OAB quando houve a  criminosa Operação Cajueiro. 
 Foi ao quartel do 28 º BC  visitar os presos. Usualmente a ditadura impedia o contato do advogado com o preso, mas não prendia o causídico . 
O autor dessas linhas, em 65, foi a Salvador depor na Sexta Região Militar  acompanhado pelo compadre, o advogado Guido Azevedo, que era suspeito ao regime, mas, não sofreu constrangimentos. Detalhe: Guido nada cobrava , viajava no seu  seu  fusca, pagava a gasolina, e a hospedagem em Salvador do cliente, então desempregado, demitido de dois cargos que ocupava, por concurso.
Essas lembranças vêm a propósito da prisão do advogado  Aimar Alves Costa .  Salvo interpretações divergentes,  vivemos num Estado Democrático de Direito.  Aimar é filho do grande sertanejo Alcino Alves Costa, que nesse  dia 2 de novembro completou três anos de morto.  Aimar, que tem escritório em Poço Redondo ,   é advogado  dessa OCIP, posta agora sob pesadas, e, pelo que se observa, fundadas suspeitas de irregularidades, entre elas, sonegação fiscal. Mas a prisão do advogado? O que a  justificaria ?  A soltura dele foi solicitada à Justiça pela própria PF,  após ouvi-lo em depoimento. O gravíssimo episódio  , não mereceu, até agora, uma atitude da OAB-Se,  em defesa das prerrogativas do seu integrante.    
Quanto ao caso de Canindé,  que na mídia foi confundido com o que ocorreu em outros municípios, o prefeito Heleno Silva esclareceu  que toda a documentação referente tanto à licitação como aos pagamentos efetuados à OCIP, foi entregue ao Tribunal de Contas em tempo hábil, e depois, quando solicitada, à Controladoria Geral da União .  Em dezembro do ano passado, informou Heleno,  o contrato foi rescindido  diante de observações feitas pelo Ministério Publico e o Tribunal de Contas a respeito de questionamentos sobre a atividade fim  terceirizada.