sábado, 7 de novembro de 2015

O FASCISTA E FARSISTA



O FASCISTA E FARSISTA
Sob o peso da sua descomunal desvergonha o fascista que é também invulgar farsista, não tem  alternativa a não ser  esconder-se dos que o apupam. Ainda presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha transformou  o que seria uma Casa do Povo num ¨bunker ¨ onde espera atravessar os  últimos dias de uma carreira política vergonhosa, construída à custa de mentiras, de preconceitos , e da intolerância que usava para enganar incautos, enquanto fazia farras monumentais com o dinheiro público.  ¨Bunker ¨, buraco fortificado, foi  a ultima morada de Hitler.

sábado, 31 de outubro de 2015

AS MIL RAZÕES DA JUSTIÇA AS MIL E UMA DO SERVIDOR

AS MIL RAZÕES DA JUSTIÇA
AS MIL E UMA DO SERVIDOR
Não faltam razões e motivos para que estejam preocupados, tanto magistrados, como o Ministério  Público,  com a utilização pelo Executivo de toda aquela dinheirama,  resultante dos depósitos sucessivos e ao longo de muitos anos. O fundo vistosamente suprido é a garantia para que, ao fim  das sempre alongadas demandas judiciais, as ordens de pagamento  diversificadas,  sejam pontualmente cumpridas.Essa reserva  cresce sempre de forma exponencial em face da conhecida morosidade  da Justiça brasileira, obrigada a percorrer o labirinto recursal que poderia representar uma forma de proteger igualitariamente o cidadão, mas, na prática, não é isso o que se registra. O arsenal imenso dos recursos  exige a interveniência de bons advogados que, manipulando o arsenal de armas procrastinatórias percorre todas as instancias, vai a Brasília, faz defesas orais diante dos ministros. A demanda do pobre morre por aqui mesmo, na primeira instancia, sustentada pelo esforço de algum advogado dativo, ou de um Defensor Público que estiver disponível.
O pobre não bate à porta do Supremo, e lá, nem ele nem o rico deveriam bater, ficando, os s ministros dedicados apenas, e tão somente, à tarefa maior de zelar pelos direitos,  e resguardá-los da forma impessoal e universal que a Constituição  assegura.
Pois neste instante,  os direitos do servidor público sergipano e de tantos outros estados, entre eles o presumivelmente rico Minas Gerais, estão sendo violados. Eles trabalham, eles têm compromissos, e quando o salário não chega no dia aprazado, seus cartões de crédito, seus cheques especiais, logo aplicam sobre o saldo devedor, juros pornográficos,  que variam de 300 a até 400 por cento ao ano. E a partir dessa argentária concupiscência  insaciável e criminosa dos bancos, a insegurança se instala na vida financeira de milhares de famílias. Esse drama, por sinal, não é vivido por cerca de 70 % por cento dos servidores públicos sergipanos, todos  na faixa degradante do salário mínimo . Para eles, não foi alterado o calendário, e aos seus tormentos permanentes não se acrescentou mais um. Esse fato revela a chocante distorção, a indecente defasagem salarial, que resulta da indiferença aristocrática que herdamos das  ¨casas grandes ¨ onde a abastança era o inalienável e sacrossanto direito de uns poucos, e a miséria geral uma fatalidade  que somente a providência divina poderia amenizar
E o que dirão os guardiães  dos nossos direitos constitucionais, todos os dias violados, impunemente, pelos donos do prostíbulo financeiro que nos governa ?
Mas essa já é  uma outra história.
Nos  jogaram no atoleiro de uma crise, e nele estamos  nos enfiando cada vez mais. A metáfora da lama pegajosa que cede e faz afundar, não seria imprópria para classificar a tragédia brasileira. Nunca, em qualquer  outra época,  estivemos tão carentes de estadistas.
Dilma faz a apologia da mandioca, Lula quer demitir o diretor da PF, porque os federais varejaram o  escritório do seu filho, Aécio  quer ser presidente, FHC, pavoneia a sua imensurável vaidade, Cunha, o sinistro Cunha, chantageia, mistifica, mente, e vai construir um anexo da Câmara que custará 400 milhões de reais. A propina, dessa vez, ele não depositará mais na Suiça.  Além disso todas as nossas maiores empresas de construção estão quase paralisadas, a Petrobras, tentando recuperar-se do tombo assustador, e, coisa inédita no mundo:  os que representam cerca de dez por cento do nosso PIB foram parar na cadeia.
Nenhum governo atrasa salário pelo gosto satânico de martirizar as pessoas, ou pelo prazer sádico de fazer mal.
O que está acontecendo agora em Sergipe,   exigirá um diagnóstico mais abrangente sobre os elementos que se juntaram para agravar as conseqüências da queda da receita, e das providencias a curto e médio prazo que devem ser adotadas. Algumas dessas providencias foram adotadas  já no final de 2014, outras, estão em andamento, mas o agravamento da situação nacional não favorece o otimismo.
Governo pode fazer muitas coisas, acertar, e até errar muito, como vem a ser exatamente o caso da senhora Dilma , mas governo não faz a mágica de multiplicar dinheiro. Na Argentina, no auge da crise dos anos noventa, com a classe média quase esmolando nas ruas, os servidores públicos sem receberem salários ,  as províncias foram autorizadas a emitir dinheiro. As conseqüências foram terríveis.
Agora, em Sergipe, os servidores do Poder Judiciário,  do Legislativo,  alem daqueles do Ministério Publico,  Tribunal de Contas, da  Educação e da Saúde que recebem verbas federais,  estão com o calendário de pagamento em dia. Mas não se sabe até quando. Os demais, inclusive as policiais militar e civil, são submetidos ao  inevitável regime de parcelamento em duas vezes. Na Prefeitura de Aracaju o parcelamento já é maior, nos demais municípios generaliza-se o atraso.
Os servidores prejudicados  não entendem porque uns recebem, e eles não.  Esse clima de insatisfação tende a aumentar.
O momento extremamente difícil  estaria a recomendar aos juízes a adoção de uma hermenêutica das circunstancias, ou seja, a interpretação de uma realidade adversa que a abrangência das leis, por mais ampla que seja, não consegue alcançar sem que entre em cena a  sensibilidade social  e humana de cada juiz, de cada promotor.

Sem que isso ocorra, se poderá dizer que a lei restou obedecida, enquanto, em volta, instalou-se a fome, o desespero, e quem sabe, até a rebelião.

ACUSAÇÃO FORTE RESPOSTA MOFINA

ACUSAÇÃO FORTE
RESPOSTA MOFINA
O questionamento que alguns professores fazem em relação às verbas quase secretas que o SINTESE manipula com pouca ou nenhuma transparência, mereceu  manchete  do jornal Cinform. O assunto ganhou destaque nas redes sociais, nas emissoras de rádio e televisão. As denúncias são graves: um sindicato que tem um aporte mensal, seguro e firme de algo próximo a um milhão de reais, não presta contas detalhadas, não abre a sua contabilidade para quem quiser analisá-la, não mostra, enfim, como é gasto ou economizado o volumoso montante de dinheiro que dispõe. O Sintese reagiu às acusações e  à noticia do jornal num estilo bem  diferente daquele que costuma adotar nos embates que trava, invariavelmente, contra o governo, as prefeituras e os  gestores da Educação. Em vez das palavras fortes, dos abundantes adjetivos, do  estilo belicoso de quem afirma que tem a vocação de lutar, o Sintese  ensarilhou as armas habituais e fez divulgar uma nota mofina, frouxa, juntando-a com  os habituais bordões, cansativamente repetidos.

O Sintese, que tanto prega a democratização, a gestão popular, a  radicalização democrática representada  pela intervenção dos movimentos sociais em todas as instâncias do poder público , parece, que naquilo que lhe diz respeito, prefere andar na contramão do próprio discurso, sempre moralista,  e quase revolucionário.

PARALELO DÁ EMPREGO

PARALELO DÁ EMPREGO
Um quilômetro de asfalto aplicado numa rua secundária ou numa estrada vicinal gera, no máximo ,  uns 10 empregos diretos e indiretos,  computando-se aqueles gerados desde o inicio da prospecção do petróleo, passando pelo refino, a usina, o transporte e, finalmente, a aplicação sobre o solo. Mas, quando se trata de usar o asfalto no interior,nas regiões mais remotas, os empregos ficam distantes,  no próprio local, nem uma só vaga de trabalho se abre. Mas os prefeitos preferem reivindicar o asfalto para os seus povoados, para as suas estradinhas precárias, destinadas a um trafego incipiente.
Na quinta – feira dia  29 o governador em exercício Belivaldo  Chagas foi ao interior fazer inaugurações. Em Riachão do Dantas um ginásio de esportes que levou o nome do governador Marcelo Déda, em Tobias Barreto uma ponte sobre o Rio Real, aquele  cada dia com menos água e mais poluição que nos separa da Bahia. Mas a inauguração, talvez de menor porte  todavia com maior significado para a mudança de um paradigma hoje obsoleto, foi a pavimentação a paralelepípedos das ruas do Povoado Poço das Claras.  A pedra, o granito usado nesse tipo hoje quase abandonado de pavimentação, vem de pedreiras que ficam próximas. Em Tobias Barreto, Tomar do Gerú,  há inúmeras pedreiras desativadas porque o asfalto entrou em cena e todos agora o preferem . Prefeitos, a própria população, não ficam contentes se em vez do asfalto for colocado o paralelo. Enquanto isso as pedreiras foram sendo desativadas e os seus trabalhadores, gente especializada,  saíram a procurar trabalho em outras localidades. Já a pavimentação  com o granito  é feita somente com mão de obra local. Um quilômetro de paralelepípedo gera em torno de vinte empregos diretos e indiretos, com a vantagem sobre o asfalto de que os recursos circulam na própria comunidade.

No semiárido onde existe uma abundancia de granitos, e muitas pedreiras desativadas, a pavimentação de ruas  de povoados e de estradas vicinais a paralelos seria, agora, uma atividade fortemente geradora de empregos no momento em que a calamitosa estiagem vai chegar aos seis anos.  No semiárido, em municípios como Porto da Folha, Poço Redondo, Monte Alegre,  Gararú, Canindé, o desemprego é a praga social mais grave, que está, por outro lado, alimentando a violência crescente. O Prefeito de Canindé Heleno Silva vai bater ás portas da Caixa Econômica, levando projetos, e solicitando uma parceria para a execução de um plano de pavimentação a  paralelo em ruas de povoados e estradas vicinais. Seu objetivo é abrir frentes de trabalho, e gerar algo em torno de 300 empregos. Vale notar que só em Canindé existem, pelo menos, cinco pedreiras agora quase desativadas, onde antes trabalhavam cerca de duzentas pessoas. As pessoas precisam compreender que asfalto é ótimo, todavia, para áreas urbanas de trafego intenso, e estradas principais.

A FÁBRICA DE CIMENTO PARECE QUE AGORA SAI

A FÁBRICA DE CIMENTO
PARECE QUE AGORA SAI

A fábrica de cimento projetada para Santo Amaro parece que agora vai sair do papel. Os obstáculos estranhos e  desarrazoados  criados pela PETROBRAS estão dando lugar a um entendimento fundamentado em bases técnicas. A mineração do calcário não prejudicará  o incipiente  poço d e onde sai algo em torno de vinte barris de  óleo por dia,  e também não afetará a suposta jazida de óleo existente numa área próxima à mineração do calcário. Assim, barreiras transpostas, acredita o   Secretário Chico Dantas que  o projeto poderá continuar com a perspectiva de inicio das obras no final do próximo ano, ou inicio de 2017, mas, até lá, empregos já começam a ser gerados no município.

NEÓPOLIS FAZ HOMENAGENS

NEÓPOLIS FAZ HOMENAGENS
 A Câmara de Vereadores de Neópolis  ,  na noite de quinta feira , entregou  títulos de cidadania ao presidente do Tribunal de Contas Carlos Pinna de Assis  aos conselheiros Ulices Andrade e Suzana  Azevedo. Pinna tem fortes laços  com Neópolis,  pela presença em idéias e projetos  diversos que levaram benefícios ao município;
 Suzana,  laços familiares. Seu pai, o advogado, conselheiro e deputado federal Tertuliano Azevedo, nasceu em Neopolis, onde seu avô Anísio era exator,  e Ulices  teve, quando deputado estadual, uma  participação muito intensa na defesa dos interesses do baixo São Francisco. O presidente da Câmara Amilton Amorim destacou essas características dos homenageados, e o prefeito Amintas, no seu discurso cheio de reminiscências da história

 do rio e das suas cidades, da outrora dinâmica economia regional , juntou-se à homenagem  que Pinna agradeceu em nome de todos, lembrando  de um  discurso feito pelo Bispo Dom Mário, presente à solenidade , que, ao  realizar  na região um seminário sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, que acabara de ser implementada, o Bispo fizera uma intervenção lembrando que, na administração da sua Diocese, utilizava as mesmas regras de trato com os recursos arrecadados e gastos que a lei nova   prescrevia, e isso lhe valeu uma destacada matéria  no jornal Folha de São Paulo. Murilo Mellins, filho do ex-prefeito de Neópolis  Mário Mellins, fez, em nome da Academia Sergipana de Letras uma saudação ao novo neopolitano  Carlos Pinna,  que,  três dias antes, também se tornara membro da ASL.

OS ÊXITOS E TAMBEM OBSTACULOS NA SAÚDE

OS ÊXITOS E TAMBEM
OBSTACULOS NA SAÚDE
O Secretário Zezinho Sobral vem conseguindo êxitos na sua tentativa  de retirar do sistema de saúde pública os entraves,     inclusive aqueles , digamos    assim,  ¨imateriais ¨, que    geravam desperdício ou descaminhos de recursos.  As mudanças para melhor começam a se tornar visíveis, e isso se pode facilmente observar na redução da carga sobre o Hospital de Urgência João Alves. A rede começa a funcionar melhor no interior, e  se chegará, em alguns meses, a reduzir os sofrimentos daqueles que precisam do tratamento oncológico.  Mas há obstáculos ainda que precisam  ser removidos, e eles certamente, vão exigir decisões políticas que causarão desagrados.
O Secretário Zezinho Sobral dedicado inteiramente às suas funções, precisa ter uma equipe mais  integrada aos seus objetivos,  com gente merecedora da sua integral confiança.

O SAMU ganha uma nova dinâmica, e o Grupamento Aéreo da Policia Militar que opera o helicóptero de resgate, tem sido decisivo em diversas situações. Sexta –feira à tarde o helicóptero chegou em poucos instantes  a Canindé, para transportar uma jovem que sofreu grave traumatismo craniano num acidente com moto. Sobre o Grupamento Aéreo que o coronel Yunes ampliou e tornou mais operacional, é preciso agora mantê-lo, mesmo se vier a ser desativada a área onde funciona, ou funcionava, o Aeroclube de Sergipe na rua Maranhão.

sábado, 24 de outubro de 2015

O DRAMA DO BRASIL E A PALHAÇADA DA POLÍTICA

              O DRAMA DO BRASIL E A
              PALHAÇADA DA POLÍTICA
           Na Síria devastada por uma guerra civil que já ultrapassa os quatro anos morreram, até agora, algo em torno de 200 mil pessoas. É bom lembrar que na Síria os combatentes locais se exterminam, usando   e no cenário dos combates estão  as mais sofisticadas tecnologias bélicas  que países militarmente poderosos exibem para demonstrar sua capacidade de provocar a morte.
Aqui no Brasil onde supostamente vivemos em paz, as cifras aterradoras de assassinatos nos levam para muito perto da letalidade dos combates em larga escala na Síria. Se somarmos  à essas mortes  causadas por tiros, facadas, pauladas,  aquelas   resultantes do trânsito bestializado, que é outro lado da nossa face igualmente violenta, o Brasil largamente ultrapassa a Síria nesse ofício horripilante de amontoar cadáveres.
Já não existem mais vagas nas cadeias, e os cemitérios estão igualmente superlotados.
Nossas leis, nosso sistema penal se equiparam  na ineficiência. Nossas escolas há muito tempo deixaram de formar cidadãos.
Bastaria esse quadro específico da violência crescente ao lado  da desconstrução da cidadania  acelerada pelo colapso da educação, para colocar diante dos nossos políticos a imagem aterradora de um país soterrado pelo presente e incapaz de enxergar o futuro, e que precisa deles, os políticos, para que nos livremos do desastre inevitável diante dessa paralisia criminosa.
Os números  da economia são decepcionantes,   o pessimismo  toma conta de tudo,e os brasileiros  desesperançados esperam, pelo menos  um mínimo de sensatez se agasalhe  nas cabeças daqueles que transitam pelos corredores do Congresso Nacional, buscando as luzes dos holofotes  ou delas se escondendo.  Eles deveriam ter procurado cobrir com um manto de responsabilidade   a nudez vergonhosamente impudica da indiferença , dissimulação , engodo, e  aquela avidez para transformar o   público em privado.

 A política brasileira diante do momento desafiante que vivemos não consegue ir além da  palhaçada trágica que estamos a assistir.