sábado, 17 de outubro de 2015

EDUCAÇÃO, AINDA QUE TARDIA ( 1 )

EDUCAÇÃO,  AINDA QUE TARDIA ( 1 )
 ¨ Liberdade, ainda que tardia ¨  foi  o lema da Inconfidência Mineira, todavia em latim, no século 18, quando  a parcela ínfima da população que tinha o privilégio de freqüentar  escolas  dali  saia com um bom conhecimento da língua portuguesa ,   do latim,  de aritmética, álgebra e geometria.
 Dois séculos depois, agora, todos têm acesso à escola pública  mas, dos que concluem o curso fundamental  30% não fazem a passagem para o segundo grau, e dos que prosseguem ou ficam pelo caminho, quase 30 % mal sabem ler e não 
conseguem elaborar as 4 operações .
Em Sergipe  esse  verdadeiro descalabro é bem pior.
A revelação dos números desenxabidos da nossa educação pública,  e também o projeto para fazê-los menos decepcionantes, foi feita quarta – feira dia 16 pelo  professor doutor em Educação, o Secretário Jorge Carvalho, em almoço com jornalistas , professores e pedagogos.
Sem ter coragem moral, competência técnica, responsabilidade social e política, ninguém se atreveria  como o fez Jorge Carvalho, a  desenhar, publicamente, o perfil realista   da nossa educação pública. Em nenhum momento o Secretário deixou que o pessimismo contagiasse o seu discurso realisticamente elaborado.
 Sergipe, na avaliação nacional da eficiência  da escola, ocupa um dos últimos lugares.  A evasão e a repetência correm paralelas, numa estatística frustrante, enquanto o orçamento da educação é consumido quase inteiramente pelo pagamento de salários, e só restam 2 % para investimentos, mas, nas escolas estaduais funciona um gigantesco ¨ restaurante ¨ que serve cerca de 150 mil refeições por dia. Entre a escola e a cozinha houve a opção pela licitação para escolha da  empresa que se encarregará de encher o prato.
O número de analfabetos em Sergipe é superior à media brasileira.   Sem uma mudança nos cursos de alfabetização, os números tendem a piorar, e dentro de uns 5 anos, a continuar no mesmo ritmo, Sergipe será campeão  brasileiro de analfabetismo. Título mais deprimente não poderia existir.
O projeto quadrienal para reformar e dar eficácia à rede escolar, já aprovado pela Assembléia, começa a ser posto em prática.
Diante do diagnóstico apavorante, o plano Sergipe Educa Mais,é uma espécie de dístico que poderia parodiar o lema da inconfidência, tornando-se: Educação Ainda Que Tardia. O plano é a prioridade absoluta do governador   Jackson Barreto, que o acompanhou passo a passo.  Seguramente,  é  o melhor conjunto de idéias já apresentado em Sergipe para reverter as expectativas e energizar a batalha coletiva pela educação eficiente.

O  Sergipe Educa Mais pela sua abrangência e importância estratégica para o nosso futuro não pode ser assunto exclusivo do Governo do Estado. Ele terá de ser, principalmente, um objetivo da sociedade sergipana.

CUNHA GUERREIRO DO POVO BRASILEIRO

 CUNHA GUERREIRO
DO POVO BRASILEIRO
Aquele entusiasmado coro de dezenas de vozes acompanhando o deputado Eduardo Cunha ao entrar, triunfante, na sede da Força Sindical,  que o homenageava, foi, constata-se agora, um dos momentos mais vergonhosos do sindicalismo brasileiro, que padece em muitos casos, de uma síndrome histórica de picaretagem explícita. Ao lado do deputado federal e picareta  , Paulinho da Força, o presidente da Câmara dos Deputados sentia-se como um verdadeiro herói, ouvindo o que a música  estimulante para o projeto que acalentava, de expandir ilimitadamente o poder político  dia a dia mais fortemente consolidado. E o coro prosseguia: ¨Cunha,  guerreiro, do povo brasileiro, Cunha, guerreiro, do povo brasileiro, Cunha, guerreiro, do povo brasileiro.
Fiel aliado e devotado amigo, o deputado sergipano André Moura,   demonstrava  entusiasmo com a possibilidade de o ¨ guerreiro do povo brasileiro ¨ vir a tornar-se candidato à Presidência da República, ou  assumi-la em caráter provisório, após a defenestração da presidente . 
 Homem impoluto, decidido,  verdadeiro líder que comandava as decisões da Câmara e pautava as ações da política e do governo,   Cunha seria apresentado como a figura providencial do político com a coragem suficiente para tomar  decisões  que o povo brasileiro estava a exigir. Seu caminho para o Planalto  estava traçado. Para alguns setores evangélicos e fundamentalistas religiosos diversos, muito preocupados com a ¨ deterioração moral  que ameaça as famílias brasileiras ¨, Cunha seria uma espécie de ¨ mensageiro  da    salvação ¨.
As bênçãos recairiam sobre  Cunha, e os brasileiros  formariam um coro entusiasmado de aprovação, repetindo: Aleluia, aleluia, aleluia.
O ousado e incorruptível  ¨guerreiro do povo brasileiro , fiel seguidor dos mandamentos de Deus¨,  sabe-se agora, com absoluta certeza,  trata-se  de um reles  picareta, chantagista, farsante.    Fantasiado de homem público,   na Suiça tirava a fantasia,  aumentando sempre o saldo  nas contas secretas. 

  Desmascarou-se mais um golpista,  e se constata a dimensão  da fraude escandalosa,  transformada num desses ¨ projetos  políticos ¨ nos quais embarca uma grande parcela de brasileiros sempre vulneráveis às enganações, mesmo aquelas, clamorosamente evidentes.

ESGOTOS DESPEJANDO NO PARQUE AUGUSTO FRANCO

 ESGOTOS DESPEJANDO NO
 PARQUE AUGUSTO FRANCO
O  Parque Augusto Franco, a Sementeira é  lugar aprazível, área verde para sempre preservada, onde agora, ao lado de um bosque, está quase pronto o Memorial Marcelo Déda, criação do arquiteto inovador Ézio Déda, resultado do carinho de Eliane, de toda a família e dos amigos do grande sergipano que se foi tão cedo.
A Sementeira, criada pelo Prefeito Heráclito Rolemberg em 1981, é  também o resultado  do trabalho de sucessivos prefeitos,   jóia ambiental que Aracaju pode com orgulho exibir. Mas a jóia está ameaçada.  Há 2 anos, houve aquela mortandade horrorosa de peixes. Preocupado, o  Procurador de Justiça  Eduardo Matos, Secretário Municipal do Meio Ambiente, mandou fazer uma investigação para identificar as causas do desacerto ambiental  naquela área   de apacentação   da cidade com a natureza. O secretário adjunto,  jornalista, psicólogo,  e biólogo  Cezar  Gama, fez as pesquisas. A conclusão foi: esgotos clandestinos de prédios no entorno, prédios luxuosos, diga-se de passagem,   despejam toneladas de merda pura no plácido espelho d`água,  e envenenam os peixinhos. Esse tipo de crime ambiental repete-se por toda a cidade, e quem o quiser constatar de perto, basta seguir o curso horrivelmente fedido do riacho Tramanday, e de tantos outros.

Resta perguntar: O que se pode fazer ?

BOAS NOTICIAS EM CANINDÉ

BOAS  NOTICIAS EM CANINDÉ
O governador em exercício,  Belivaldo Chagas, foi a Canindé e assinou a ordem de serviço para inicio da  construção da Orla da Prainha. É um projeto arrojado, moderno com a característica de ser ecológico, acoplado a um sistema de tratamento de esgotos. A construtora Heca fará a obra. O prefeito Heleno Silva lembrou do empenho de Déda, agradeceu  a Jackson, a Belivaldo, ao Secretário de Turismo  Adilson Junior, destacou a luta de prefeitos anteriores, e disse que seu maior empenho é consolidar o pólo de turismo de Canindé , para isso, vai complementar a Orla com diversas outras ações, entre elas um Centro de Turismo.
Em Canindé chegou também a Justiça Restaurativa um conjunto de ações ágeis e práticas para solucionar infrações sem a necessidade da pena, criando-se o ambiente possível para o diálogo e o encontro entre antagonistas.  A coordenadora da Infância e da Juventude  Juiza Vânia Ferreira de Barros representou o desembargador Luiz Mendonça, presidente do TJ, e descerrou a placa assinalando o inicio do projeto ao lado do Juiz da Comarca Paulo Roberto Fonseca,  e do prefeito Heleno Silva.

Trata-se de mais uma ação a favor da paz social na região sertaneja.

GAMA NOS CORRIGE

GAMA NOS CORRIGE

João Augusto Gama é leitor incansável, desde quando, quase criança,  dividia o tempo entre a ajuda que dava ao pai na atividade comercial, com saídas, quando possível, para os contatos que o menino começava a fazer com a intelectualidade sergipana, inclusive, nas mesas do Cacique Chá, onde  ainda não podia tomar cerveja, ,abstinência que logo acabaria ao entrar na Faculdade de Direito. E Gama quem tem a História contemporânea na cabeça, nos corrige:   O escritor e filósofo Miguel Unamuno  não foi condenado a morte após desafiar o general, sacerdote do ódio e da morte Millan Astray. Afastado da reitoria da Universidade de Salamanca  ele viveu na desolação do ostracismo, assistindo o despedaçar da Espanha, e nisso, apressou a morte.

domingo, 11 de outubro de 2015

A BABA DO ÓDIO QUE SE DERRAMOU SOBRE O MORTO



A BABA  DO ÓDIO  QUE SE
DERRAMOU SOBRE O MORTO
É possível,   com raiva,  escrever um poema, compor uma música.   Até  Deus, se for Ele mesmo o responsável por tudo, na  obra suprema   de 6 dias,   descansou no sétimo, talvez, com a raiva sublime de quem, com infinito poder, sentisse , insatisfeito, que poderia ter ido muito   além da perfeição da flor , do beija-flor,  das galáxias , da luz.
 Raiva e amor tantas vezes se misturam, e nessa ambivalência procriam coisas e sensações, estas, por vezes até, e surpreendentemente, de prazer imenso.
 Raiva é sentimento humano, diferente do ódio , instinto animal, que  tudo contamina, corrói, aniquila, apodrece.
Quem agasalha o ódio envenena a alma e carrega o hálito nefasto, prenuncio de morte e destruição.
A Espanha conheceu esse hálito  terrível , e se foi despedaçar no  fratricídio gigantesco  que durou 3 anos 8 meses e 15 dias.
Quando a política se desencaminha,  é oportuno recordar para aonde levam os labirintos sinistros  que o ódio percorre.
Na tragédia imensa que foi a Guerra Civil Espanhola, o primeiro tiro aconteceu após uma longa semeadura de  ódios.
  Um mutilado de guerra, a quem faltavam uma perna um olho , um braço e parte dos dedos da mão restante,  exibia-se como símbolo heroico, porque ainda vestia farda e  espalhava terror. Chamava-se Millan Astray , era general.  Urrou durante uma solenidade na Universidade de Salamanca:  ¨Abaixo a cultura , abaixo a inteligência, viva a morte.  ¨ O reitor era  Miguel Unamuno,    ligado à direita, mas um humanista,  autor de O Sentimento Trágico da Vida. Ele  interrompeu o general:  ¨O senhor não é apenas um mutilado físico,  é também um aleijado moral. Nesse templo do saber não há lugar para o seu ódio.¨  Unamuno  foi condenado à morte.
Quando, num velório, um morto é insultado como aconteceu  ao ser velado o corpo de Jose Eduardo Dutra, fica-se a duvidar do que  acontece neste Brasil, onde  Sérgio Buarque de Holanda exaltou o povo que era cordial.
O que estaria acontecendo aqui,  entre nós sergipanos, que há muito tempo convivemos civilizadamente, mesmo nos instantes intensos da luta política, e agora assistimos, também, o derramar da baba do ódio contra um morto, que não era sergipano, mas aqui viveu, aqui foi eleito   senador ,  e dignificou o mandato que lhe conferimos em eleição livre, democrática e limpa. O que fez Zé Eduardo que foi presidente da PETROBRAS , mas não enfiou, como  outros o fizeram, as mãos ávidas nos cofres da empresa ? O que fez ele de tanto mal para ser o alvo   de um ódio virulento?    Um morto, não pode falar mais em defesa da sua  biografia insultada.  No caso de Zé Eduardo a sua biografia permanece inalterada porque ele a construiu com decência. Mas, quem derrama  a baba azeda do ódio, tem ,  se for jovem, uma biografia a ser construída. E não se conhece, felizmente, uma  só biografia manchada pelo ódio, que tenha merecido, pelo menos, a condescendência tolerante da História.
 No período mais repugnante da ditadura civil-militar a inteligência canhestra dos próprios marqueteiros do regime inventou a frase:    ¨Brasil,  ame-o ou deixe-o ¨.  O estilo era deplorável e o propósito abjeto. Criava-se a idéia nefasta de que era preciso distinguir duas categorias na população: a dos bons e a dos maus brasileiros.
 Não foi fácil desmontar a máquina trituradora do autoritarismo. E aqui, há uma aspecto que costuma ser  desprezado  quando se afirma que a ditadura caiu, vencida pelo combate  de uma oposição corajosa, que desafiou as prisões e a morte. Houve, sem duvidas, essa oposição corajosa, mas, sem que  no âmago da  ditadura ocorresse o surto de racionalidade que fez os seus próprios integrantes entenderem que chegara a hora de renderem-se aos argumentos da democracia, tudo seria mais difícil.   Nos quartéis se fez o indispensável e penoso trabalho de desinfecção das estruturas contaminadas pelo ódio. 
 Uma nação que conseguiu livrar-se, sem traumas irrecuperáveis,  de  duas ditaduras que geraram um pesado clima de odiosidades,  não pode  permitir que num regime de plena democracia a disseminação do ódio a transforme, agora, numa  desprezível rinha de galos furiosos.

DILMA , A LUZ NO FIM DO TÚNEL OU O CAPÍTULO FINAL



  DILMA  ,  A LUZ NO FIM DO
TÚNEL OU O CAPÍTULO FINAL
 No interior baiano a presidente Dilma numa das suas falas  confusas ,    disse que já  estava ¨ avistando a luz no fim do túnel ¨.  Faltou, na ocasião, um desses gaiatos esbanjando presença de espírito e humor para  adverti – la  : ¨ Cuidado  presidenta  deve ser o trem .¨
 Enquanto    a presidente  se fazia vidente ( ou seria videnta ?) prevendo a luz a clarear o túnel escuro em que se meteu e nos meteu com ela, no mundo real, que desafia a sua vidência e capacidade intelectiva, há o  prenuncio  do  desastre. Em vez de luz no fim do túnel, é    o trem que avança rápido, resfolegante e ameaçador.    Entre o equívoco da  alentadora luz   e a realidade concreta do trem esmagador se aproximando , céus e terras conspiraram para complicar a presidente, e demolir a esperança de uma próxima saída para a avassaladora crise que nos castiga.
Dilma, todavia, não é culpada sozinha. No meio desse canibalismo em que todos se entredevoram, incitados pela gula  insaciável , o interesse público está absolutamente ausente. Vivemos o festim da pusilanimidade, onde a  cupidez se mistura ao ódio, e a incompetência  junta-se ao desprezo pelo Brasil.  Dilma  parece isenta daquele defeito maior que é  a sofreguidão pelo dinheiro público. Já o Eduardo Cunha,
 é aquele contra quem surgem provas  irrefutáveis:   os  extratos  das  contas no banco suiço , a  sua assinatura , e ele , sentado na poltrona da presidência da Câmara , jurou não tê-las. Trata-se de um mafioso  perdulário.     Como revela a movimentação bancária, torrou 800 mil dólares   no exterior com a sua   felicíssima esposa,   ex-global.  60 mil dólares só numa academia de tênis em Miami. Cunha,  político, como se vê, muito preocupado com a sorte do povo, tem, declarado à Receita Federal,  patrimônio  de 1 milhão de reais.  
     Na visão deformada de  Aécio Neves,  Cunha,       chantagista, farsante, irresponsável e mentiroso, pode permanecer  deputado , apenas,  renunciando à presidência, mas Dilma, contra quem não existe nenhuma prova concreta de desonestidade, deve ser objeto de um impeachment,  ou, de preferência, a cassação da chapa, onde figura  o vice, para que ele, Aécio, assuma a presidência. O dinheiro suspeito que o partido de Dilma recebeu ,   ano passado, em outro mandato,  proveio das mesmas fontes que também abasteceram a candidatura de Aécio. São contradições  que desqualificam acusadores, e demonstram a insensatez e  o cinismo de quase todos eles.
   Enquanto isso, a economia desaba, o desemprego aumenta, empresas começam a falir, a fome bate à porta de quem já havia deixado de senti-la.
  Aécio quer ser a todo custo presidente,  Dilma se torna incapaz de continuar governando,  os políticos dançam, quase todos, na balada de escândalos em que se transformou a política brasileira.
Revela o Banco Mundial que, entre 2012 e 14, a miséria extrema no Brasil caiu de 12 % para 9 %. É  avanço que talvez tenha sido conseguido com o dinheiro da  ¨pedalada ¨  que garantiu  programas sociais.
Mas Dilma, absolutamente inábil, destituída de qualquer carisma,  vítima  dos conseqüências  do assalto dos  ¨companheiros ¨, e outros aliados, e de tantos erros cometidos, perdeu apoio popular, e  não enxerga as ¨sutilezas ¨ da política e do Poder. Com Dilma   a crise se espichará indefinidamente , e  seus efeitos   recairão  duramente sobre  os brasileiros.
É  injusto sugerir que a presidente renuncie, enquanto permanecerá a cafajestada que invadiu a política brasileira.  Diante do clima tempestuoso e hostil, a saída voluntária de Dilma não seria  solução , todavia, poderia aliviar as tensões dessa crise, cujo desdobramento  com ela, é imprevisível.

OS CEM ANOS DE LOURIVAL E O PASSEIO PELA HISTORIA



OS CEM ANOS DE LOURIVAL
E O PASSEIO PELA HISTORIA
Percorrer a História através das biografias dos que ajudaram a construí-la , é a melhor forma de revisitar o passado, mesmo o recente, e dos episódios revividos retirar lições úteis . O conselheiro  Pinna,   presidente do TC, tem apoiado   essa jornada. No centenário de Lourival ,   Pinna e os demais conselheiros decidiram homenagear a memória do fundador, assim, incursionando pela história sergipana. Juntaram-se, o carinho e a responsabilidade dos  filhos , Francisco, Lourival e Angelina,o TC,  o Governo , a Assembléia , o Congresso Nacional, e viveu-se  uma efervescência    de eventos, todos eles singulares, ou inéditos. Lançou-se o livro Bilhetes de Getúlio a Lourival Fontes, prefaciado pelo governador Jackson Barreto,  a revelação daquela documentação secreta  que fora cuidada e guardada por  Baptista; lançou-se a biografia de Lourival, escrita a 4 mãos. Houve discursos ou depoimentos para a nossa História, como aqueles proferidos por Francisco Baptista Neto, Lourival Baptista Filho, Angelina Baptista Prudente, os filhos, e outros, do conselheiro  Pinna, do senador   Valadares, que foi adversário e também aliado de Lourival, e com quem compartilhou momentos importantes da nossa historia política.Agora, parece ser chegado o momento de transformar em livro os depoimentos sobre o homem, e para a História.